De acordo com a Dr.ª Fernanda Águas, presidente da SPG, “a classe médica tem acompanhado a evolução farmacológica e utilizado, cada vez mais, as diferentes opções de tratamento médico com objetivo de controlar as hemorragias uterinas anormais associadas aos miomas uterinos. Por outro lado têm surgido, de forma inovadora, novas opções medicamentosas que permitem, nalguns casos evitar a histerectomia ou facilitar a realização de uma intervenção cirúrgica menos invasiva que conserve o útero da mulher”.
A presidente da SPG acrescenta que “as mulheres são cada vez mais associadas a todas as decisões de modo a que possam optar pela terapêutica que vá ao encontro das suas expectativas. O facto de, na nossa sociedade se assistir ao adiamento da maternidade, por vezes até à 4.º década da vida, preconiza a que se possam oferecer outras alternativas no tratamento dos miomas, tais como um tratamento cirúrgico conservador ou apenas tratamento médico”.
No global, a idade média das mulheres submetidas a histerectomias no CHUC aumentou, de 52 para 55 anos, sendo mais frequente nas mulheres pós-menopáusicas, o que revela uma atuação mais conservadora por parte dos especialistas junto das mulheres mais novas.
As histerectomias são cirurgias que consistem na remoção do útero do que resulta a ausência de menstruação e a incapacidade de engravidar. Só em 2014, os miomas uterinos foram responsáveis pela realização de 3325 histerectomias nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), acarretando um custo superior a 2600€ por ato cirúrgico.
Os miomas uterinos afetam cerca de 2 milhões de mulheres em Portugal e, quando sintomáticos, causam dor, hemorragias e degradam a qualidade de vida da mulher, são a principal causa de recurso a histerectomias.


