O futuro das farmácias passa pela integração no SNS

15/04/16
O futuro das farmácias passa pela integração no SNS

Teve hoje lugar a sessão de abertura da 12.ª edição do Congresso Nacional das Farmácias, onde marcaram presença o ministro da Saúde, Dr. Adalberto Campos Fernandes, a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Dr.ª Ana Paula Martins, e o presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Dr. Paulo Cleto Duarte.

O presidente da ANF iniciou a cerimónia referindo que “resiliência é a palavra que melhor define as Farmácias Portuguesas”. Enumerando os fatores político-económicos que, ao longo dos últimos anos, foram sentidos no setor, o Dr. Paulo Cleto Duarte assegurou que, ainda assim, os farmacêuticos mantêm a “esperança de um futuro melhor”.

A confiança que os portugueses revelam face às farmácias é, de acordo com o presidente da ANF, a razão para este otimismo, já que “mais de 90% expressaram que estão satisfeitos ou muito satisfeitos com as suas farmácias” e que “36% elegem a farmácia como primeiro lugar quando têm um problema de saúde”.

Tendo como fim a integração das farmácias no Sistema Nacional de Saúde (SNS), o Dr. Paulo Cleto Duarte adiantou que a ANF e o Ministério da Saúde formalizarão em breve um protocolo de entendimento que vai “valorizar o papel das farmácias enquanto agentes de prestação de cuidados”. Nas palavras do presidente, esta é uma “uma oportunidade histórica de estabelecer um novo quadro de relacionamento que valoriza a rede de farmácias”, sendo “os cidadãos, em particular os doentes, a saúde pública e a sociedade” os maiores beneficiários desta integração.

Na sua intervenção, a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos agradeceu o “generoso contributo” dos profissionais para a Saúde dos portugueses, sublinhando que a rede portuguesa está classificada mundialmente como “um dos melhores serviços à população”. A Dr.ª Ana Paula Martins dirigiu igualmente algumas palavras ao ministro da Saúde, defendendo que “os farmacêuticos têm “importantes contributos para dar aos portugueses e ao SNS”. Referindo que a prioridade da Ordem é “apostar nas competências” dos profissionais e na criação de “especialidades relacionadas com essas competências”, a bastonária deixou uma mensagem de esperança, concluindo: “há muito tempo que elegemos o trabalho como caminho e os portugueses como finalidade”.

A fechar a sessão de abertura, o ministro da Saúde fez notar que a elevada participação no Congresso e a qualidade científica do programa reflete “a vitalidade do setor”. Referindo-se ao discurso do presidente da ANF, o Dr. Adalberto Campos Fernandes reforçou o “firme compromisso” estabelecido no programa do governo, tendo em vista a valorização das farmácias na prestação de cuidados. “É fundamental que a intervenção do farmacêutico seja aproveitada”, referiu o ministro, adiantando que o acordo que será firmado entre o Ministério da Saúde e a ANF terá “características inovadoras, reconhecendo às farmácias o papel que elas têm exercido”. O objetivo, garantiu o ministro, é “aprofundar a integração da rede de farmácias no SNS”.

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