Juntar no mesmo evento investigadores da área básica e clínica em oncologia para discutir os mais recentes avanços da ciência em diferentes áreas como a Imunoterapia são estes os principais objetivos deste Congresso que traz a Portugal 13 investigadores de referência mundial de países como os EUA, Canadá, Inglaterra, França, Suécia, Holanda e outros. A Radioterapia, as Vias de Sinalização Tumoral e a Biologia Tumoral são outros temas que estarão em debate.
Na perspetiva do presidente do 2.º Congresso Internacional da ASPIC, Dr. Laranja Pontes, "este encontro é uma excelente oportunidade para partilhar conhecimentos sobre os novos desenvolvimentos ao nível básico e clínico em Imunologia do cancro", esperando que a comunidade científica seja parte ativa nesta conferência e "beneficie da oportunidade de estabelecer novas colaborações com especialistas de renome mundial nesta área de tratamento e investigação", conclui.
Por sua vez, a Prof.ª Doutora Leonor David, presidente da ASPIC, considera que "este congresso mostra a vitalidade da comunidade científica portuguesa que, em tempos adversos, se soube organizar para manter as instituições e as pessoas em diálogo, transversal às ciências básicas e clínicas e também, através da ligação à associação europeia EACR, à comunidade científica internacional". Diz ainda a presidente da Associação que "a ASPIC tem conseguido estabelecer comunicação entre os investigadores e as associações de doentes". No congresso, acrescenta, será apresentado um projeto que "irá mapear o posicionamento da investigação portuguesa no contexto internacional".
Relativamente ao painel de preletores é de destacar a participação de Jeffrey Weber, reconhecido especialista americano em Imunoterapia, Frederick Arce Vargas e Jolanda de Vries são alguns dos nomes que compõem o quadro científico deste congresso. Entre eles há um português, Bruno Silva Santos, do Instituto de Medicina Molecular (IMM) em Lisboa, que foi distinguido pela Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO) e pelo European Research Council (ERC) pelo seu trabalho de investigação sobre as chamadas células T nas respostas imunitárias a infeções e tumores.
Num encontro onde se pretendem discutir diversas temáticas relacionadas com esta nova área de investigação e tratamento, estão também representadas as principais instituições de cancro europeias, através de Luis Paz Ares e Richard Marais. Vão ser ainda apresentados mais de 120 posters por jovens investigadores e 10 comunicações selecionadas de Centros de Investigação portugueses. Consulte o programa completo aqui.
Constituída em 2013, a ASPIC teve em escassos três anos a capacidade de reunir todos os que participam na investigação em cancro, promover o seu trabalho e ajudar a disseminar resultados, analisando e propondo soluções para questões relevantes para a investigação e para os investigadores em Portugal, na Europa e a nível internacional.


