SPAIC alerta para os custos associados à asma não controlada nas crianças

02/05/16
SPAIC alerta para os custos associados à asma não controlada nas crianças

No âmbito do Dia Mundial da Asma, que se assinala amanhã, 3 de maio, a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) divulga os resultados do estudo CASCA (Custo da Asma na CriançA), que avaliou o custo da asma nas crianças portuguesas, dos zero aos 17 anos, e estimou os custos incrementais associados à asma controlada e à asma não controlada.

Em comunicado, a SPAIC adianta que, em Portugal, existem cerca de 175 mil crianças/adolescentes asmáticos, o que corresponde a uma prevalência de 8,4% de crianças com asma. Em termos globais, metade das crianças asmáticas portuguesas (51%) não tem a sua asma controlada.

Segundo os dados obtidos no estudo CASCA, por ano, são gastos 40 milhões de euros com urgências/atendimentos não programados devido a crises de asma nas crianças, sendo que, em média cada criança com asma vai 1,6 a 1,9 vezes por ano a serviços de urgência. Em termos de custos, por cada criança com asma não controlada são gastos entre 400 e 700 euros por ano em idas a serviços de urgência/atendimentos não programados.

O CASCA avaliou também o impacto que a asma tem no quotidiano das crianças e verificou que, em cada ano, as crianças asmáticas faltam mais de 500 mil dias à escola devido à doença. Em média, as crianças com asma faltam seis dias por ano à escola.

De acordo com o coordenador do estudo, o Prof. Doutor João Fonseca, do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), “além dos elevados custos que a asma mal controlada acarreta, ela acaba também por ter um prejuízo indireto da vida social e profissional das famílias. Um terço das crianças asmáticas portuguesas são internadas num hospital por asma pelo menos uma vez na vida.”

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