A AbbVie anunciou recentemente que a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) aprovou o seu pedido de avaliação prévia do seu regime de tratamento livre de interferão - ombitasvir/paritaprevir/ritonavir e dasabuvir - para o tratamento da hepatite C crónica (GT1 e GT4), com e sem ribavirina, em dois subgrupos de doentes: insuficientes renais crónicos do estadio V (em hemodiálise ou em diálise peritoneal, ou tratamento conservador) e do estadio IV, e doentes coinfetados com o VIH que não podem fazer outras terapêuticas devido à possibilidade de interações graves (entre os medicamentos prescritos para o tratamento do VIH/SIDA e da hepatite C Crónica).
“A confirmação do acesso a esta terapêutica é muito bem-vinda entre os médicos que diariamente lidam com doentes infetados pelo vírus da hepatite C e com grande necessidade de tratamento. Esta decisão foi tomada com base na necessidade de se encontrar uma solução para estes doentes em Portugal, especialmente os que sofrem de insuficiência renal grave ou estão coinfetados pelo VIH”, afirma o Dr. Aníbal Ferreira, nefrologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia.
“Esta decisão representa um grande impulso no compromisso de tratar os doentes infetados pelo vírus da hepatite C em Portugal”, refere a Prof. Doutora Isabel Pedroto, presidente da Associação Portuguesa de Estudo do Fígado (APEF). “A comunidade de hepatite C está grata por agora mais doentes infetados pelo VHC poderem ficar curados, e espera que com este acordo seja possível alargar a possibilidade de cura também aos doentes infetados com hepatite C crónica de genótipo 1 e genótipo 4 e, em última instância, erradicar o vírus da hepatite C”.


