A melhoria significativa da sobrevivência nestes doentes com pembrolizumab foi demonstrada no estudo KEYNOTE-010, cujos resultados foram publicados no jornal de investigação científica The Lancet e foram apresentados no congresso da Sociedade Europeia para Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology - ESMO Asia) em dezembro de 2015.
O cancro do pulmão é a principal causa de morte por doença oncológica a nível mundial. Representando 85% dos casos, a sua forma mais comum é a de não-pequenas células, considerada extremamente agressiva e com uma taxa de sobrevivência de apenas 4%.
“Quando comparada a quimioterapia em doentes submetidos previamente a outros tratamentos e cujos tumores expressam PD-L1, Pembrolizumab melhora significativamente a sobrevivência em doentes com cancro do pulmão de não-pequenas células”, afirma um estudo intitulado de KEYNOTE-010 .
KEYNOTE-010 foi pioneiro na avaliação do potencial de uma terapêutica de imuno-oncológia comparativamente à quimioterapia com base na expressão de PD-L1, em doentes com cancro de pulmão de não-pequenas células avançado.
De acordo com este estudo, “o cancro do pulmão continua a ser um dos mais comuns e mais desafiantes tipos de cancro em termos de tratamento. Compreender o papel que o pembrolizumab desempenha no tratamento de doentes foi essencial para o nosso programa de desenvolvimento.
Neste estudo em doentes com expressão de PD-L1 igual ou superior a 1%, o pembrolizumab aumentou significativamente a sobrevivência dos doentes quando comparado com quimioterapia em doentes previamente tratados com cancro do pulmão de não-pequenas células, tanto na histologia escamosa como não-escamosa”, indica em comunicado o Dr. Roger M. Perlmutter, presidente da MSD Research Laboratories.
A MSD, que já tem autorização de introdução no mercado para pembrolizumab, submeteu à Agência Europeia do Medicamento uma alteração tipo 2 para inclusão de nova indicação. “Este é um momento muito entusiasmante e os estudos como o KEYNOTE-010, com pembrolizumab, estão a abrir caminho para um conhecimento mais aprofundado sobre como identificar a terapêutica mais adequada para cada doente” afirma o Dr. Roy Herbst, diretor médico de oncologia clínica no centro oncológico Yale Cancer.


