O dispositivo, desenvolvido no âmbito de um projeto de investigação financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), tem como objetivo apoiar o diagnóstico da catarata, através da sua deteção precoce e caracterização, indicando também a localização e extensão do cristalino. Para além disto, permite ainda classificar o grau de severidade desta doença ocular e estimar a sua dureza de modo automático.
Baseada em ultrassons de alta frequência, esta nova tecnologia utiliza sondas oftalmológicas e, de acordo com o coordenador do projeto, Jaime Santos, “é capaz de avaliar a progressão da doença, cuja informação é essencial para a decisão clínica”.
A tecnologia permite ainda minimizar o risco de complicações no pós-operatório porque, apesar de segura, a cirurgia da catarata tem de ser muito precisa. É necessário “substituir o cristalino por uma nova lente intraocular sem danificar a sua cápsula posterior e a córnea, nem causar lesões na retina. Fazendo uma analogia, é como ter de implodir um prédio sem danificar o museu de arte que está à sua volta”, ilustra Miguel Caixinha, investigador da equipa.
É nesta perspetiva que o conhecimento da dureza da catarata a ser extraída representará uma informação valiosa na seleção adequada da energia a usar na cirurgia de facoemulsificação.


