Apresentado este mês no Congresso Anual da Liga Europeia contra as Doenças Reumáticas (EULAR 2016), este estudo demonstrou, pela primeira vez, o efeito benéfico dos estrogénios em modelos experimentais de pele com fibrose, representativos da esclerose sistémica.
Tendo em conta as claras evidências de diferença entre géneros na esclerose sistémica (predominante nas mulheres), os especialistas envolvidos no estudo decidiram avaliar se bloquear a ação dos estrogénios tem impacto no desenvolvimento ou vulnerabilidade à doença.
Neste sentido, avaliou-se a diferença entre ter estrogénios e estimular a sua produção ou bloqueá-los geneticamente ou com determinados fármacos, verificando-se que o bloqueio destas hormonas femininas podem agravar a fibrose.
Confirmando-se o potencial efeito protetor dos estrogénios na fibrose da pele em modelos experimentais representativos de esclerose sistémica, abre-se mais uma linha de investigação na terapêutica desta doença rara.
Ainda como forma de assinalar este dia e sensibilizar para a esclerose sistémica, a Federation of European Scleroderma Associations (FESCA) promove o vídeo “De mãos dadas para um futuro melhor”.


