No fórum “Infecções Associadas aos Cuidados de Saúde: O Contributo dos Diagnósticos in Vitro”, organizado pela Comissão Especializada de Diagnósticos In Vitro (CEMD) da APIFARMA, foram apresentados os números da Organização Mundial de Saúde (OMS) que indiciam a magnitude do problema: em 2050, morrerão, todos os anos, 390 mil pessoas na Europa e 10 milhões no mundo, vítimas de uma infeção associada aos cuidados de Saúde (IACS), problema agravado pela crescente resistência a antibióticos.
Estes números foram apresentados pelo presidente da APIFARMA, Dr. João Almeida Lopes, que alertou para a urgência dos decisores apostarem em soluções concretas e integradas para este problema. “Trata-se de garantir a Saúde e a segurança dos doentes em ambiente hospitalar, sob pena de deteriorar a relação de confiança entre os cidadãos e os serviços de Saúde”, defendeu o representante da Associação.
Durante a apresentação “Soluções para as IACS e a resistência antimicrobiana”, o infecciologista Prof. Dilip Nathwani, da Universidade de Dundee, Escócia, apelou pra que “a Saúde seja entendida como o principal barómetro de desenvolvimento de um país”, considerando vital “proceder a uma ampla alteração de comportamentos, combatendo a resistência antimicrobiana em múltiplas frentes: junto da opinião pública, através da vigilância, acomodando inovação, promovendo cooperação internacional, adoptando políticas sanitárias e realizando diagnósticos rápidos e efectivos.”
No final da sua intervenção, Dilip Nathwani afirmou que “a gestão racional de antibióticos deve ser uma prioridade, integrada com programas de prevenção de infeções e em proximidade com os laboratórios e o diagnóstico.”
Os participantes concordaram que todas as ações complementares e investimentos realizados no combate às IACS são bem-vindos e que, por isso, torna-se necessário adaptar estratégias transversais que vão para além do âmbito do Ministério da Saúde, envolvendo também o Ministério da Educação com a realização de ações formativas de forma precoce.


