Desenvolvido por um grupo de investigadores da Universidade do Porto, este projeto visa criar novas formas de evolução no tratamento de infeções fúngicas, nomeadamente naquela que é considerada a penicilina para esta doença
A equipa de investigadores é composta por Sofia Costa de Oliveira, Ana Pinto e Silva, Isabel Marco Miranda, Cidália Pina Vaz e Acácio Gonçalves Rodrigues, do Serviço de Microbiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, os quais irão aprofundar os estudos sobre o conhecimento dos mecanismos de resistência das equinocandinas.
“As equinocandinas promovem a redução de um componente fundamental da parede fúngica que é o glucano. No entanto, alguns fungos têm a capacidade de compensar essa diminuição produzindo mais quitina, o que torna o tratamento com equinocandinas ineficaz. Acreditamos que existe possibilidade de modular esse mecanismo de escape à ação do antifúngico, potenciando deste modo o seu efeito”, avança Sofia Costa de Oliveira, investigadora principal do trabalho.
“Se conseguirmos uma resposta positiva numa melhor utilização dos tratamentos já existentes na infeção fúngica, podemos estar a dar uma resposta que pode significar ganhos para o Serviço Nacional de Saúde, na medida em que não terão de investir em investigação de novas moléculas para tratamento destas doenças. Por vezes, cabe-nos a nós potenciar as moléculas já existentes para aumentar a sua eficácia no tratamento. Os medicamentos já existentes têm ainda muito potencial para serem explorados. Os resultados obtidos com este projeto irão fornecer dados valiosos que permitirão o desenho de novas estratégias terapêuticas para ultrapassar a problemática da resistência ou tolerância às equinocandinas, pelos fungos patogénicos, com implicações na Saúde Pública, Biotecnologia e Agricultura”, explica a investigadora.
Esta bolsa de investigação foi criada a fim de possibilitar uma melhor resposta na área da Micologia e no tratamento dos fungos que afeta muitas pessoas, especialmente em ambiente hospitalar.


