“Sem o tratamento ou gestão adequados, a uveíte pode ter um grande impacto no doente e na sua acuidade visual. Neste momento, com esta aprovação, temos o primeiro tratamento biológico aprovado nesta indicação, com o potencial de poder ajudar os profissionais de saúde a tratarem a inflamação associada com a uveíte e a melhor gerirem a doença", afirmou o Dr. Eduardo Ribeiro, diretor médico da AbbVie Portugal.
Esta é agora a primeira e única opção de tratamento biológico aprovada para a uveíte não infecciosa em Portugal.
Os dois estudos pivô de fase 3 demonstram que os doentes tratados com esta terapêutica apresentaram uma redução significativa do risco de recidiva da uveíte ou da diminuição da acuidade visual, comparativamente com placebo.
A uveíte não infecciosa é um grupo de doenças caracterizadas pela inflamação da úvea, a camada média do olho. Pode levar à redução ou perda da visão e é a terceira maior causa de cegueira evitável no mundo.
Não existem recomendações universalmente aceites para o tratamento da uveíte não infecciosa e antes desta aprovação, os especialistas tinham opções de tratamento limitadas. Neste momento, após algumas condições subjacentes, tais como a infeção, serem excluídas, os corticosteroides são a opção terapêutica atual.
No entanto podem não ser uma opção efetiva para todos os doentes e podem originar efeitos secundários oculares graves a longo prazo, incluindo glaucoma e cataratas. Alguns doentes têm doenças subjacentes que impedem o uso de corticosteroides.
Desde a sua primeira autorização de introdução no mercado, há 13 anos, adalimumab foi aprovado em mais de 90 países. É atualmente utilizado para tratar mais de 989.000 doentes11 em 13 indicações aprovadas em todo o mundo.


