“O cancro digestivo é um problema de Saúde Pública que engloba um grupo de cinco tumores malignos com uma elevada taxa de mortalidade. Em Portugal morre uma pessoa por hora, vítima de cancro digestivo, responsável ainda por 10% do total de mortalidade no nosso país”, alerta o presidente da SPG, Prof. Doutor José Cotter.
Para o presidente da SPG, a tónica deve estar na prevenção, através de consultas médicas regulares e na realização dos exames adequados e no momento oportuno. Nesse sentido, defende o especialista, “é fundamental que a tutela adote medidas coerentes e não apenas baseadas em questões de índole estritamente económica”.
O Prof. Doutor José Cotter acrescenta ainda que “esta patologia, se detetada a tempo, em fase precoce ou pré-maligna, apresenta uma taxa de cura em 90% dos casos.”
Para além de reforçar a necessidade de melhorar os números desoladores da incidência de novos casos de cancro digestivo, o especialista defende ainda a importância da persecução de políticas que criem condições de sustentabilidade seguras para os rastreios, sendo ainda crucial a implementação de auditorias à execução das Normas de Orientação Clínica (NOC) sobre o rastreio do cancro do cólon e do reto, indicado na população sem risco acrescido acima dos 50 anos. É ainda dada especial importância á implementação organizada do rastreio do cancro do estomago e do fígado em indivíduos de risco.


