Escasso número de internistas nos hospitais do SNS preocupa SPMI

15/07/16
Escasso número de internistas nos hospitais do SNS preocupa SPMI

A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) afirma que a escassez de internistas nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é uma realidade que “não nos espanta, porque é algo que sentimos diariamente nos nossos hospitais”. Num comunicado assinado pelo Dr. Luís Campos, presidente da SPMI, são feitos comentários sobre a necessidade de incrementação do número de internistas nos hospitais, na sequência da informação divulgada, em Diário da República, de que existem 129 internistas em falta nos hospitais.

Embora admita que tem sido feito um esforço, a nível governamental, de aposta na Medicina Interna, o Dr. Luís Campos reitera que “a necessidade de internistas nos hospitais tem crescido de uma forma mais rápida do que o número de internistas admitidos pelos hospitais do SNS”.

O especialista lembra que os doentes são cada vez mais idosos, apresentando diversas doenças, e que “são os médicos especializados nesta área que tratam estes doentes” em todos os serviços e valências do SNS.

“Graves ruturas que podem fazem perigar a qualidade da assistência aos doentes têm sido evitadas até agora, pela dedicação, abnegação, competência, solidariedade e sentido ético dos internistas e das internistas portugueses”, continua o presidente da Sociedade, considerando por isso importante o “reconhecimento da carência de internistas nos hospitais do SNS, a necessidade da sua contratação”.

O Dr. Luís Campos apela ainda a uma “maior flexibilidade e autonomia dos hospitais na escolha das pessoas (...) e que se encontrem formas de compensação económica e outras que tornem mais satisfatória e atrativa a atividade desta especialidade”.

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