Embora admita que tem sido feito um esforço, a nível governamental, de aposta na Medicina Interna, o Dr. Luís Campos reitera que “a necessidade de internistas nos hospitais tem crescido de uma forma mais rápida do que o número de internistas admitidos pelos hospitais do SNS”.
O especialista lembra que os doentes são cada vez mais idosos, apresentando diversas doenças, e que “são os médicos especializados nesta área que tratam estes doentes” em todos os serviços e valências do SNS.
“Graves ruturas que podem fazem perigar a qualidade da assistência aos doentes têm sido evitadas até agora, pela dedicação, abnegação, competência, solidariedade e sentido ético dos internistas e das internistas portugueses”, continua o presidente da Sociedade, considerando por isso importante o “reconhecimento da carência de internistas nos hospitais do SNS, a necessidade da sua contratação”.
O Dr. Luís Campos apela ainda a uma “maior flexibilidade e autonomia dos hospitais na escolha das pessoas (...) e que se encontrem formas de compensação económica e outras que tornem mais satisfatória e atrativa a atividade desta especialidade”.


