Petição lançada pelo GECCP pede apoio do SNS na reabilitação oral

26/07/16
Petição lançada pelo GECCP pede apoio do SNS na reabilitação oral

No âmbito do 2.º Dia Mundial do Cancro de Cabeça e Pescoço, que se assinala amanhã, 27 de julho, o Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço (GECCP) e a Associação dos Amigos dos Doentes com Cancro Oral (ASADOCORAL) lançam a petição pública “Reabilitação oral dos doentes com cancro de cabeça e pescoço pelo SNS”. Conheça aqui a petição. 

A petição pública, assinada em primeiro lugar pela médica oncologista e presidente do GECCP, Prof.ª Doutora Ana Castro, pretende levar à discussão na Assembleia da República a cobertura, por parte do Serviço Nacional de Saúde (SNS), da reabilitação oral dos doentes com esta patologia.

“Uma das consequências das terapêuticas do cancro de cabeça e pescoço é a extração de dentes. Esta situação implica alterações que condicionam significativamente o estilo de vida do doente, na medida em que podem existir mudanças na imagem corporal, na respiração, na mastigação e na comunicação”, explica a Prof.ª Doutora Ana Castro, adicionando que “a petição que vai ser posta a circular na internet a partir deste Dia Mundial do Cancro de Cabeça e Pescoço pretende refletir sobre a necessidade do SNS passar a apoiar a reconstrução oral deste sobrevivente para restabelecer a capacidade de os doentes se puderem alimentar por via oral”.

Já o presidente da ASADOCORAL e sobrevivente de cancro oral, José Alves, sublinha a importância de as pessoas estarem atentas aos sinais e sintomas deste tipo de doença oncológia, com vista a um diagnóstico precoce. “Os sinais de alerta são ainda pouco conhecidos pela população em geral e podem muitas vezes ser confundidos com outras doenças. Feridas na boca que não cicatrizam, língua dorida ou com úlceras, rouquidão persistente, nariz entupido ou hemorragias nasais, dificuldade ao engolir ou uma simples dor de garganta são apenas alguns dos sinais que não podem ser ignorados e aos quais se deve ficar alerta se persistirem mais de três semanas”, alerta José Alves.

Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de uma pessoa desenvolver cancro. Ter uma alimentação saudável, praticar exercício físico, não beber álcool ou fumar são práticas que diminuem a possibilidade de desenvolver cancro de cabeça e pescoço.

Em Portugal, os cancros de cabeça e pescoço são a quarta patologia com maior incidência em indivíduos do sexo masculino, isto se agruparmos as diferentes localizações (laringe, faringe, cavidade oral e nasofaringe). Esta doença mata 3 portugueses por dia. Todos os anos registam-se mais de 2.500 novos casos em Portugal, sendo 85% das vítimas fumadores ou ex-fumadores.

A par desta iniciativa, o GECCP vai estar presente, de 26 de julho a 7 de agosto, na Volta a Portugal em Bicicleta, com a campanha “A primeira etapa é fazer o rastreio”. No seu stand vai ser possível realizar diariamente, entre as 15h00 e as 17h00, rastreios gratuitos ao cancro de cabeça e pescoço, mediante uma inscrição prévia no local. Conheça os locais onde se realizam os rastreios em www.myoncologia.pt

Partilhar

Publicações