Trata-se de uma microcápsula com células produtoras de insulina, células estas que estão destruídas na diabetes tipo 1 ou que estão disfuncionais na diabetes tipo 2.
Vários fatores têm limitado a aplicação clínica (transplante) destes sistemas de encapsulamento das células insulino-produtoras, nomeadamente a instabilidade dos materiais usados e a sua biocompatibilidade, a insuficiente oxigenação das células transplantadas e a sua proteção contra a resposta do sistema imunológico do doente.
A equipa liderada pela Dr.ª Raquel Seiça focou-se em melhorar as propriedades biológicas destes dispositivos, ou seja, desenvolveu uma microcápsula em que as células produtoras de insulina são envolvidas numa matriz polimérica de hidrogéis de alginato, um polímero natural, modificados com uma substância, um péptido presente na matriz extracelular (RGD), mimetizando assim o microambiente celular in vivo, o que permitiu aumentar a viabilidade e a funcionalidade das células encapsuladas e transplantadas.
Os resultados das experiências realizadas, primeiro in vitro (linhas celulares) e posteriormente in vivo (transplante das microcápsulas em ratos diabéticos), foram bastante promissores.
No entanto, segundo a investigadora responsável por esta equipa “há ainda um longo caminho a percorrer”.


