Tratamento mensal da Biogen e AbbVie para esclerose múltipla aprovado na EU

28/07/16
Tratamento mensal da Biogen e AbbVie para esclerose múltipla aprovado na EU

A Biogen e a AbbVie receberam da Comissão Europeia a autorização de comercialização de daclizumab para doentes com formas de esclerose múltipla por surtos

“Dados clínicos demonstraram que daclizumab reduz os surtos, a progressão da incapacidade às 24 semanas e novas lesões cerebrais por mais de três anos em comparação com interferão beta 1a. Temos assim uma nova opção válida para doentes com esclerose múltipla”, refere o Prof. Gavin Giovannoni, chair de Neurologia, do Instituto Blizard, de Barts and The London School of Medicine and Dentistry. O especialista explica que o medicamento apresenta um mecanismo de ação imunomodulador que regula a inflamação sem causar depleção no sistema imunitário. “Esta é uma abordagem alternativa ao tratamento da esclerose múltipla e uma opção importante a ter em consideração no momento de decisão do algoritmo terapêutico durante o curso da doença”, conclui.

A aprovação deste medicamento pela Comissão Europeia tem por base os resultados de dois estudos, o SELECT e o DECIDE, este último o maior e mais longo estudo head-to-head de Fase III realizado na área da esclerose múltipla. Tanto o SELECT, em Fase II, como o DECIDE, em Fase III, são estudos globais, aleatorizados, em dupla ocultação e controlados, que contaram com a participação de aproximadamente 2.400 indivíduos com esclerose múltipla com surtos. Alguns dos doentes incluídos no estudo DECIDE foram tratados durante mais de três anos.

“Daclizumab é uma importante nova opção mensal, para pessoas com esclerose múltipla com surtos, incluindo aqueles cuja atividade da doença não esteja controlada pela sua terapêutica anterior,” reforçou Alfred Sandrock, M.D, vice-presidente executivo e responsável médico da Biogen. “A esclerose múltipla manifesta-se de forma diferente em cada doente, com vários sintomas e diferentes formas de progressão. Portanto é importante que as pessoas que vivem com a doença tenham opções de tratamento que dêem resposta às suas diferentes necessidades”.

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