Os doentes envolvidos no estudo apresentaram regressão na infeção do vírus, diminuindo o nível de infeção e em alguns casos estagnando a sua evolução.
A realização de um transplante autólogo de células estaminais hematopoiéticas a 40 doentes com linfoma de Hodgkin e não-Hodgkin obteve resultados que superaram as expetativas: a taxa de sucesso sem efeitos colaterais foi de 87,3%, verificando-se uma mortalidade de apenas 5,2%, causada sobretudo por recorrência de cancro e problemas cardíacos.
“Estudos deste género demonstram que existe um enorme campo de exploração no que diz respeito à relação entre as células estaminais e o VIH, tendo em conta que a sua aplicabilidade como uma forma de recuperação dos efeitos nefastos da quimioterapia no organismo não só potencia um maior sucesso no tratamento do cancro, como mantém a carga viral controlada. É positivo que exista uma nova solução para as comorbidades associadas ao VIH, neste caso o linfoma”, comenta a Dr.ª Patrícia Cruz, diretora do Banco de Tecido de Células da Cytothera.
As descobertas deste estudo permitem posicionar as células estaminais como um antídoto relativamente aos efeitos nocivos da quimioterapia, sendo essa a sua função no tratamento.


