Recorrência do tromboembolismo venoso: como controlar?

08/09/16
Recorrência do tromboembolismo venoso: como controlar?

Estima-se que 40% das pessoas que tenham sofrido um tromboembolismo venoso (TEV) voltem a ter novo episódio, num período de dez anos.

O tromboembolismo venoso (TEV) é uma doença cada vez mais frequente, sendo considerado um dos principais problemas de saúde pública existentes atualmente por ser uma das principais causas de morbilidade e mortalidade, e por ter elevados custos associados.

Esta patologia ocorre quando há a formação de um coágulo sanguíneo, manifestando-se principalmente em forma de trombose venosa profunda (TVP), quando o coágulo atinge veias localizadas profundamente, especialmente os membros inferiores, e também por tromboembolismo pulmonar (TEP) ou embolia pulmonar. Em doentes hospitalizados, o TEP é considerado uma das principais causas de morte.

Por outro lado, o TEV deve ser tido em conta particularmente em doentes hospitalizados em situação de pós-cirurgia e, por isso, a profilaxia do TEV é recomendada, nomeadamente, quando os doentes apresentam outros fatores de risco.

Utilização de anticoagulantes

A estratégia terapêutica para este tipo de doença passa pela utilização de anticoagulantes, havendo eficácia comprovada dos mesmos, quer para o tratamento, quer para a prevenção da recorrência do TEV. Contudo, a utilização de anticoagulantes convencionais tem como principal limitação o risco de hemorragia e por isso, surgiu a necessidade de desenvolver novos anticoagulantes orais (NOAC).

Um exemplo de NOAC é o apixabano – inibidor direto do fator de coagulação Xa – que já foi estudo no TEV em dois ensaios clínicos de fase III: AMPLIFY e AMPLIFY-EXT. No AMPLIFY, o apixabano mostrou ser não inferior a enoxaparina/varfarina no objetivo primário combinado de TEV sintomático recorrente (TVP não fatal ou EP não fatal) ou morte relacionada com TEV e foi estatisticamente superior a enoxaparina/varfarina na redução das hemorragias major (-69%). No AMPLIFY-EXT, no objetivo primário de TEV recorrente (TVP não fatal ou EP não fatal) sintomático ou morte por todas as causas, o apixabano 2,5 mg foi estatisticamente superior ao placebo e a incidência de qualquer tipo de hemorragia (major ou não major) não foi estatisticamente diferente do placebo.

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