O projeto, que conta com o apoio da Janssen, companhia farmacêutica do grupo Johnson & Johnson, partiu de uma análise de conteúdo de notícias publicadas pela imprensa portuguesa e que abordam este tema. A análise permitiu identificar alguns factos relevantes, nomeadamente quais as doenças mentais mais mencionadas, que tipo de fontes de informação são utilizadas e se existe, ou não, conteúdo que possa gerar estigma. A SPPSM realizou também entrevistas a jornalistas que trabalham a área da Saúde no sentido de avaliar a forma como o tema da doença mental é abordado.
As conclusões desta pesquisa foram apresentadas e debatidas durante a sessão desta manhã, que contou com o Prof. Doutor J. Marques Teixeira como moderador. O especialista e presidente da SPPSM explicou a relevância deste projeto, sublinhando que “o estigma é uma ferida que se tem alargado” junto das pessoas com perturbações mentais. “No dia em que a perturbação mental for tratada como a diabetes, tudo será diferente”, sendo que o desafio principal passa por “transformar “o louco” no doente”, afirmou o psiquiatra.
Coube ao Dr. Pedro Varandas, secretário-geral da SPPSM, apresentar a primeira etapa visível do projeto “InformeMente”: um manual prático criado especificamente para a comunicação social, como resposta ao défice de informação esclarecedora e isenta, denominado “Guia essencial para jornalistas sobre Saúde Mental", e que a Sociedade disponibiliza online.
A terminar a sessão, a Prof.ª Doutora Luísa Figueira, presidente cessante da Sociedade, reforçou o papel dos jornalistas neste combate ao estigma, nomeando-os “os parceiros fundamentais” do projeto “InformeMente”.


