AETN promove conferência internacional sobre esclerose tuberosa

27/09/16
AETN promove conferência internacional sobre esclerose tuberosa

A Associação de Esclerose Tuberosa em Portugal (AETN) organiza, de 3 a 5 de novembro, a Conferência Internacional de Investigação em Esclerose Tuberosa. O evento realiza-se pela primeira vez em Portugal, na Fundação Champalimaud, em Lisboa e vai contar com a presença de conceituados médicos e investigadores na área da esclerose tuberosa, prevendo-se a participação de cerca de 250 pessoas, entre palestrantes e participantes, oriundos de vários países.

A conferência vai apresentar-se como um espaço de partilha de novos conhecimentos entre especialistas de renome internacional, onde vão ser debatidos os mais recentes avanços sobre a biologia da doença e o seu mecanismo de atuação, assim como vai promover a investigação em torno da esclerose tuberosa e melhorar os cuidados prestados aos doentes e seus familiares.

Durante o evento vão ser ainda apresentados os resultados do esTUpt, um estudo epidemiológico sobre a esclerose tuberosa em Portugal, da responsabilidade da Escola Nacional de Saúde Pública/Universidade Nova de Lisboa. Esta é uma iniciativa da AETN que pretende contribuir para o desenvolvimento de estratégias, por parte das autoridades de saúde e comunidade médica, capazes de responder às necessidades destes doentes.

A esclerose tuberosa é num distúrbio genético que se traduz no desenvolvimento de tumores benignos em órgãos vitais como o coração, olhos, cérebro, rins, pulmões e pele. O crescimento destes tumores revela um comportamento agressivo porque ameaça a função dos órgãos atingidos. Dois terços dos diagnósticos são novos casos da doença sem antecedentes familiares e um terço são casos hereditários. Quando se manifesta pode provocar epilepsia, autismo ou défice cognitivo.

Apesar de ser uma doença rara para a qual ainda não se conhece cura, existem atualmente medicamentos disponíveis para o tratamento dos diferentes sintomas. As manifestações e prognóstico variam de caso para caso, em função dos órgãos envolvidos e da gravidade dos sintomas, sendo os mais comuns as alterações cutâneas e convulsões. Os tumores benignos cerebrais e renais são também frequentes e comportam risco de vida para os doentes.

Estima-se que existam 1.600 casos de Esclerose Tuberosa em Portugal e para a AETN é urgente colmatar a falta de informação, de apoio e integração social destes doentes, assim como, de tratamento clínico adequado.

Mais informações em www.esclerosetuberosa.org.pt.

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