“Esta formação irá permitir o desenvolvimento da área dos Cuidados Paliativos Pediátricos no nosso país, segundo os objetivos e os princípios consagrados na Lei de Base de Cuidados Paliativos, nomeadamente na promoção das competências técnicas dos profissionais que prestam cuidados a crianças com doenças limitantes e ameaçadoras de vida, assim como no apoio à qualificação dos serviços, na organização e prestação de cuidados paliativos através do conhecimento científico e principalmente, na constituição de equipas multidisciplinares”, realça Bibi Sattar, presidente da aTTitude IPSS.
Para a atribuição destas bolsas de formação foram assinados protocolos com seis hospitais públicos de referência: Centro Hospitalar Lisboa Central (Hospital Dona Estefânia), Centro Hospitalar Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria), Hospital Garcia de Orta, Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar do Porto – Centro Materno-Infantil e Centro Hospitalar São João.
Nestas unidades hospitalares os profissionais foram selecionados com base na sua experiência profissional, área de atuação e motivação. Dos participantes fazem parte médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.
Segundo a pediatra oncologista Ana Lacerda, a “falta de sensibilização e formação básica e especializada dos profissionais de saúde, a escassez de apoios domiciliários especializados e a heterogeneidade dos diagnósticos, são algumas das barreiras para a prestação destes cuidados em Portugal”.
A presidente da aTTitude IPSS relembra que “em Portugal existem mais de 6 mil crianças e jovens com necessidades paliativas” e que “as equipas que já prestam alguns cuidados se centralizam nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, o que revela a iniquidade do acesso a estes cuidados”.


