Moléculas mensageiras poderão ser causadas por Alzheimer e envelhecimento cerebral

20/12/16
Moléculas mensageiras poderão ser causadas por Alzheimer e envelhecimento cerebral

Segundo um estudo do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), coordenado pela Dr.ª Ana Ledo, a doença de Alzheimer apresenta uma produção desregulada de moléculas mensageiras, o que pode comprometer a produção de energia no cérebro.

Esta investigação sugere que, no Alzheimer, a comunicação entre neurónios, feita através das sinapses, apresenta falhas caraterizadas pela redução da produção de um mensageiro químico especial que, ao contrário dos mensageiros clássicos, se move entre as células de modo muito rápido.

A Dr.ª Ana Ledo, afirma que “a produção do mensageiro químico óxido nítrico apresenta na doença de Alzheimer alterações muito diferentes das registadas num envelhecimento normal. Para além de comprometer a comunicação entre células, estas alterações poderão diminuir a capacidade das células produzirem energia para suportar o funcionamento regular do cérebro”.

O óxido nítrico, uma molécula muito simples constituída apenas por dois átomos, é essencial à formação de memória e à aprendizagem no hipocampo, zona cerebral estudada pelo grupo de investigação. Contudo, a desregulação na sua produção pode induzir alterações moleculares e celulares, que estão associados aos mecanismos de morte celular no Alzheimer. Os papéis “positivos” ou “negativos” do óxido nítrico dependem, assim, da sua concentração nos tecidos cerebrais, entre outros aspetos.

O estudo foi realizado num modelo animal da doença de Alzheimer que desenvolve, ao longo da sua vida, características da doença semelhantes às observadas no ser humano. A evolução da patologia foi investigada através da observação do tecido do hipocampo de animais jovens, de meia-idade e idosos.

O estudo completo pode ser consultado aqui.

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