A absorção natural deste stent traz vários benefícios no tratamento das artérias obstruídas. Para além de manter as qualidades mecânicas dos stents metálicos com fármaco, tem uma taxa de reabsorção de 95% do magnésio em apenas 12 meses. Assim, ao contrário das outras próteses que permanecem definitivamente dentro da artéria, este novo dispositivo tem a capacidade de se dissolver naturalmente no organismo deixando, ao fim de dois anos, a artéria nativa, como se não tivesse ocorrido nenhuma lesão anteriormente.
Este novo stent permite assim a recuperação dos movimentos naturais de dilatação e contração, possibilitando uma “regeneração” da artéria. Esta caraterística permite ainda que, a longo prazo, o paciente possa vir a ser intervencionado novamente por cirurgia de bypass, ou até mesmo para uma nova colocação de prótese biabsorvível, caso a doença coronária volte a progredir.
Em Portugal, sete hospitais já implementaram este tratamento inovador para a desobstrução das artérias coronárias, nomeadamente: Hospital de Santa Maria, Hospital de Santo António, Hospital de Gaia, Garcia de Orta, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar de São Bernardo e Centro Hospitalar do Funchal.


