O Plano de Cuidados Integrados da Bexiga Hiperativa será uma ferramenta prática para utilizar nas várias etapas da abordagem dos doentes com bexiga hiperativa, desde o diagnóstico ao tratamento. O Plano conta com o apoio científico da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), da Associação Portuguesa de Urologia (APU) e da APNUG e com o apoio da farmacêutica Astellas.
Com o aumento do envelhecimento da população portuguesa, o número de doentes com bexiga hiperativa tem vindo a aumentar, estimando-se que a doença afete mais de 1.700.000 portugueses com mais de 40 anos de idade, com um impacto significativo na qualidade de vida.
Segundo a Dr.ª Vera Pires da Silva, médica de família e uma das autoras do Plano, “o objetivo é conseguir um diagnóstico correto da doença, identificar os doentes que realmente necessitam de tratamento e dar especial atenção aos doentes durante o seguimento do tratamento, de forma a reduzir o seu abandono”.
Outro dos principais objetivos na elaboração deste Plano, que contou com o contributo de um conjunto de especialistas nas áreas de Urologia, Ginecologia, Fisiatria e Medicina Geral e Familiar (MGF), é “disponibilizar um acesso fácil e rápido a evidências científicas que geram as decisões no plano de cuidados, assim como o fluxograma com o percurso do doente e os formulários a utilizar no tratamento do doente”, explica a especialista.
O Plano de Cuidados Integrados da Bexiga Hiperativa, mesmo após finalizado, continuará a ser desenvolvido através de feedback e revisão regular, de modo a refletir as alterações nas recomendações e evidência científica. O plano inclui sete formulários, desenvolvidos para cobrir as diversas etapas do percurso do doente.


