O dispositivo, Organ-on-a-chip, é feito de um material derivado do silicone utilizando várias técnicas de micro-fabricação. Quando as células estão neste ambiente dinâmico, as respostas são completamente diferentes das obtidas pelos dispositivos tradicionais, pois as suas características assemelham-se às das células in vivo.
No âmbito da investigação para o desenvolvimento do dispositivo foi também utilizado um modelo celular de envelhecimento prematuro, com células provenientes de doentes. Os resultados obtidos mostram que o dispositivo permite estender exageradamente estas células, obtendo-se vários marcadores de inflamação e doença vascular elevados.
A investigação testou, ainda, alguns medicamentos que provam que o sistema funciona, podendo ser usado na descoberta e teste de novos fármacos para combater doenças e envelhecimento vascular.
O Dr. João Ribas, aluno do programa doutoral em Biologia experimental e Biomedicina do CNC, explica que “a solução criada resulta da combinação de várias técnicas de Engenharia, Biologia e Medicina e poderá ser utilizada por centenas de laboratórios em todo o mundo, respondendo a várias linhas de investigação associadas a doenças e envelhecimento vascular”.
Além do CNC, a pesquisa envolveu o Instituto de Investigação Interdisciplinar da UC, o Brigham and Women’s Hospital - Harvard Medical School (EUA), o Harvard-MIT Division of Health Sciences and Technology (EUA), e o MIRA Institute for Biomedical Technology and Technical Medicine da Universidade de Twente (Holanda). O investigador português João Ribas foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela Defense and Threat Reduction Agency (EUA).
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