Pharma Nord alerta especialistas para consumo insuficiente de selénio

29/05/17
Pharma Nord alerta especialistas para consumo insuficiente de selénio

A Pharma Nord, um dos maiores fabricantes de suplementos alimentares da Europa, organizou no passado dia 25 de maio um encontro com o objetivo de alertar para a importância do selénio, um mineral escasso nos solos portugueses. Esta sessão exclusiva teve lugar no hotel DoubleTree by Hilton, em Lisboa e teve como convidados a Dr.ª Catarina Galinha, engenheira biológica e investigadora do Instituto Superior Técnico de Lisboa, e o Dr. Miguel Baião, médico especialista em Medicina Geral e Familiar, Medicina Integrativa e Ortomolecular. Quase 200 participantes entre médicos, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas e jornalistas, marcaram presença na sessão.

Consumo insuficiente de selénio na Europa

Estima-se que cerca de 20% da população europeia não obtenha a quantidade recomendada de selénio, um oligoelemento que pode ser encontrado nos solos e absorvido pelas plantas, forma através da qual é introduzido na cadeia alimentar. O selénio está presente em alimentos como o peixe, o marisco, as vísceras (rins ou fígado) e a carne, em quantidades muito reduzidas, bem como em cereais, verduras e frutos secos (especialmente na castanha do Brasil) alimentos em que o teor de selénio varia de acordo com o tipo de solo no qual se desenvolvem.

Nas últimas décadas tem-se verificado uma redução do consumo de selénio na Europa, e mais concretamente em Portugal, devido aos hábitos alimentares, particularmente aos baixos níveis de ingestão de cereais integrais, e ao aumento do consumo de trigo produzido nos solos empobrecidos da Europa - o trigo importado do Canadá e EUA contém 50 vezes mais selénio.

Relativamente ao caso português, um estudo realizado pela Dr.ª Catarina Galinha evidencia que “o trigo cultivado em solo português, bem como os vegetais e frutos, é muito pobre em selénio.”

A Pharma Nord considera esta situação “preocupante” tendo em conta a função que este mineral desempenha no organismo. Apesar de necessário em pequenas quantidades, a deficiência de selénio pode implicar um risco acrescido de desenvolver doenças crónicas, como o cancro, e doenças cardiovasculares.

A existência de um défice em selénio pode não causar sintomas óbvios e facilmente identificáveis numa fase inicial, o que faz com que esta seja uma ameaça silenciosa. Alguns dos sintomas de deficiência poderão passar pela fadiga, fraqueza muscular, queda de cabelo, descoloração das unhas, infertilidade ou problemas cardíacos.

Doentes celíacos: um grupo de risco

A Pharma Nord alerta para o facto de os doentes celíacos serem um grupo em que o risco de deficiência de selénio é acrescido, já que estes doentes excluem da alimentação o trigo. Assim, estes doentes encontram-se mais aptos para desenvolver doença autoimune da tiróide.

De acordo com este fabricante de suplementos alimentares é fundamental discutir estratégias no sentido de prevenir um problema que pode ter consequências graves na população portuguesa nas próximas décadas. “A nível da população, é essencial promover o aumento da ingestão deste micronutriente, através de uma dieta variada e equilibrada que inclua alimentos ricos em selénio. Outra estratégia poderá ser a utilização de suplementos alimentares que garantam um aporte adequado de acordo com a mais recente investigação científica na área da medicina preventiva (100 µg/dia)”, lê-se no comunicado de imprensa.

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