Face ao impacto económico da dor, o mesmo estudo indica que no último ano, os trabalhadores portugueses perderam em média 1.4 dias devido a dores no corpo, o que equivale a um prejuízo de 381 milhões de euros. Observa-se ainda que a dor prejudica o progresso na carreira de cada 1 em 10 trabalhadores, e cerca de metade afirma que trabalha regularmente com dores, o que afeta diretamente o seu desempenho e a sua produtividade.
A dor também tem impactos a nível emocional e afeta a qualidade de vida destes indivíduos. Em Portugal, dois terços dos afetados afirmam que a dor de cabeça os torna preocupados e os faz sentir mais ansiosos. Além disso a dor de cabeça tem efeitos negativos sobre o estado de espírito, influenciando também a vida social e familiar.
Quanto a causas, mais de metade dos trabalhadores acredita que é precisamente o ambiente de trabalho a origem das suas dores corporais e de cabeça. No entanto, e apesar das elevadas taxas de dor, Portugal apresenta uma das proporções mais reduzidas de atestados médicos.
Relativamente ao tratamento, os portugueses afetados pela dor corporal recorrem maioritariamente a medicamentos prescritos pelo médico, enquanto a dor de cabeça é tratada através de medicamentos não sujeitos a receita médica em mais de metade das situações. Destaque ainda para quem opta por não tomar absolutamente nada, 25% dos afetados pela dor corporal com mais 55 anos ignora a sua dor e espera que ela passe.
Concluindo, em Portugal a dor afeta uma vasta percentagem da população, acabando por ter efeitos negativos em todos os aspetos da vida, seja em contexto laboral, familiar ou social, resultando num impacto que transcende as pessoas individualmente, como é o caso do custo negativo para a economia nacional de 381 milhões de euros nos últimos 12 meses.
O estudo mundial promovido pela GSK conta com mais de 19.000 entrevistados, divididos por 32 países, dos quais 15 são europeus. Os resultados relativos a Portugal foram apresentados ontem em Miraflores. João Paulo Sotana, country manager da GSK CH Portugal, explica que este estudo teve como objetivo “conhecer a realidade da dor em Portugal”, possibilitando que todas as entidades com responsabilidades na área da saúde e bem-estar, “possam definir as melhores práticas para aliviar a dor de quem dela sofre”.



