Na tomada de posse, o novo presidente da SPG fez votos para que no seu mandato a Gastroenterologia “continue forte e pujante com o propósito de facultar a melhor assistência possível a toda a comunidade”. No entanto, mostrou-se preocupado com a impossibilidade de conseguir garantir assistência conveniente aos portadores de doenças inflamatórias crónicas do intestino. “O Ministério da Saúde já foi avisado de que não é possível continuar a atender esses doentes apenas nos Hospitais Públicos dado o número crescente de casos diagnosticados. O atendimento num ambiente privado encontra-se bloqueado pela dispensa hospitalar exclusiva de medicamentos indispensáveis ao tratamento desses doentes”, afirmou.
O Prof. Doutor Luís Tomé realçou também o ceticismo com que encara o modo como se efetua o rastreio do carcinoma colorectal no qual se utiliza um teste para pesquisa de sangue oculto das fezes cujas características não são conhecidas dos Gastroenterologistas, já que é um dado assente que a pesquisa de sangue oculto perde um considerável número de adenomas do cólon, sendo estes adenomas os percursores dos tumores malignos colo rectais.
A nova direção fica completa com os vice-presidentes Prof. Doutor Guilherme Macedo, Prof. Doutor Rui Tato Marinho e o Doutor Pedro Amaro. O Dr.Miguel Bispo é o novo secretário-geral.


