Esta é uma iniciativa que vai reunir especialistas de diferentes áreas: Estomatologia, Otorrinolaringologia, Cirurgia Maxilofacial, Cirurgia Plástica, Medicina Dentária, Medicina Física e de Reabilitação e Fisioterapia, para discutir as Dismorfias Dentofaciais (DDF), uma patologia transversal a todas estas áreas.
Ao longo dos dois dias de Congresso, os participantes vão ter a oportunidade de conhecer a experiência de oradores nacionais e internacionais, onde se destacam os contributos do Dr. Shalin Shah, ortodontista dos Estados Unidos da América (EUA), que vem falar sobre “Quantificação da Dimensão Transversal”; do Prof. Doutor Carlos Cabrera, do Brasil, que irá abordar o “Diagnóstico cirúrgico ortológica”; e do Dr. William Arnett, cirurgião maxilo facial dos EUA, formador no curso pré-congresso sobre planeamento ortodôntico-cirúrgico.
Segundo o Dr. João Correia Pinto, presidente do DDFF Porto 2017, “o aparelho estomatognático é fundamental em funções tão básicas como a fala, mastigação deglutição e respiração, além da sua relevância subjetiva na vida de relação. É neste contexto que as dismorfias dentofaciais, enquanto alterações de desenvolvimento e/ ou estruturais do aparelho estomatognático, se assumem como patologia de elevado relevo para o indivíduo e para a sociedade”.
E acrescenta: “Embora não haja dados concretos sobre a prevalência em Portugal, nos EUA e Reino Unido estima-se que, pelo menos, 5% da população tenha uma dismorfia dentofacial. Estando a abordagem desta patologia dispersa por várias áreas do saber, importa concatenar conhecimentos e experiências de forma a alcançar o melhor tratamento para o doente”.
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