Os resultados sugerem que quer a vitrificação de ovócitos quer a criopreservação do tecido ovárico são opções válidas pela sua efetividade, já que não existem diferenças significativas em relação a taxa de recém-nascidos. Assim, os resultados apresentados reforçam a ideia de que é indispensável individualizar os casos em função das necessidades de cada paciente.
Segundo o Dr. César Díaz, ginecologista do IVI Valencia e um dos principais responsáveis pelo estudo, “é muito importante indicar bem as técnicas a cada paciente, uma vez que nem todos podem beneficiar das mesmas técnicas”.
O objetivo das clínicas IVI, pioneiras na vitrificação de ovócitos para a preservação da fertilidade, e do Hospital é oferecer todas as ferramentas e técnicas possíveis aos seus pacientes, para assim poder individualizar e adaptar cada tratamento em função das necessidades específicas.
Neste sentido, o Dr. Díaz explica que “se há tempo suficiente antes de começar a quimioterapia, se a paciente tem uma reserva ovárica aceitável, e se já começou a puberdade”, o mais aconselhável é realizar uma vitrificação de ovócitos, uma vez que tem a mesma taxa de recém-nascidos, comparativamente com a criopreservação do tecido ovárico, mas é uma técnica “menos agressiva”.
Por outro lado, a criopreservação do tecido ovárico, é uma técnica recomendada para pacientes pré-puberdade, que ainda não menstruaram, e nas quais é complicado a estimulação e por tanto a recuperação de ovócitos. Também em pacientes com tumores muito agressivos em que não há tempo suficiente para estimular o ovário antes de começar a quimioterapia.


