No mesmo comunicado a Associação faz saber que aspiração destes profissionais de saúde é “justa” e “reclamada há mais de duas décadas”. Esta será a primeira vez que os farmacêuticos hospitalares recorrem à greve para exigir o restabelecimento da carreira. Um ato histórico que segundo a APFH e o SF se justifica porque “já não há mais margem para continuar a adiar esta decisão”.
Segundo a APFH, é “incompreensível” o adiamento da criação da carreira, “particularmente, depois do acordo alcançado por todas as partes e de ter havido declaração de concordância por parte do Ministro da Saúde”. A exigência assume especial relevância no contexto atual, caracterizado por “gritantes faltas de pessoal qualificado no Sistema Nacional de Saúde”. “A situação verifica-se há vários anos: há farmacêuticos hospitalares em sobrecarga de trabalho e os quadros de pessoal não são renovados”, esclarece a APFH.
O comunicado termina com um apelo à igualdade entre os farmacêuticos e outros profissionais de saúde: “os farmacêuticos merecem ser tratados como quaisquer outros profissionais de saúde qualificados. Sem distinção ou discriminação. Só deste modo, ganham as instituições, os cidadãos que precisam de cuidados, o SNS e o nosso País”.


