Esta tecnologia de fusão de imagem permite, de uma forma fácil e cómoda para o doente, dirigir a biópsia através de ecografia para a região suspeita no interior da próstata. De acordo com o comunicado de imprensa emitido pelo CHLC, não se podendo, “por razões técnicas”, realizar uma biópsia dirigida por RMN, este método permite fundir a imagem de RMN com a imagem ecográfica da próstata e dirigir a agulha de biópsia para a região suspeita em tempo real.
A aquisição do equipamento em causa envolveu um investimento de cerca de 80.000 euros, valor que será recuperado “com a diminuição da realização do número de biópsias prostáticas convencionais não necessárias, principalmente as repetidas no mesmo doente” informa a unidade hospitalar.
A Ressonância Magnética Nuclear (RMN) permite avaliar a estrutura da próstata com maior detalhe e inclusivamente detetar áreas fortemente suspeitas de cancro. A RMN identifica apenas os cancros agressivos, o que constitui uma vantagem, na medida em que “evita o sobrediagnóstico e sobretratamento”, esclarece o hospital.
O equipamento está a ser utilizado no Hospital de São José há cerca de um ano e meio, tendo já sido realizados cerca de 60 procedimentos.


