Durante a cerimónia que decorreu no Salão Nobre do Hospital de S. José, o Presidente da República esclareceu que esta distinção não pretende ser “um testemunho de gratidão a uma equipa alargada, multidisciplinar”, mas representa também “um alerta” contra o egoísmo. Assim, sublinhou, as pessoas deverão “olhar um bocadinho para os outros” e considerar “que aqueles que conseguiram fazer aquilo que alguns consideraram o milagre do Lourenço, fazem todos os dias esses milagres”, revela o Diário de Notícias.
Num discurso em que agradeceu a dedicação dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o chefe de Estado salientou: “As pessoas não estão aqui - por muito importante que seja o estatuto profissional, e é - por causa do estatuto profissional. As pessoas não estão aqui por causa do conceito social, não estão aqui por causa da publicidade daquilo que fazem”.
De acordo com as equipas médicas que acompanharam o caso do bebé Lourenço Salvador, trata-se do período mais longo alguma vez registado em Portugal – 15 semanas – de sobrevivência de um feto em que a mãe está em morte cerebral. A cerimónia de condecoração das equipas médicas contou também com a presença do ministro da Saúde, o Prof. Doutor Adalberto Campos Fernandes.


