As duas organizações reconhecidas já mudaram a vida de milhões de pessoas e todos os dias lidam de perto com dois dados impressionantes: há 39 milhões de pessoas cegas no mundo e 80% das cegueiras podem ser prevenidas ou curadas. A Sightsavers e a CBM lutam há décadas contra a cegueira em dezenas de países em todo o mundo. Ambas são reconhecidas como pioneiras nesta área, tendo criado um modelo inovador de combate aos distúrbios de visão assente em três pilares: prevenção, cura e apoio. As organizações premiadas levam este modelo a muitas comunidades esquecidas em todo o mundo e trabalham com grupos locais na criação de programas de visão eficazes e sustentáveis.
Para além da sua atuação pioneira na prevenção e cura da cegueira, tanto a Sightsavers, como a CBM, trabalham para que as pessoas permanentemente incapacitadas pela cegueira possam ter um papel social ativo. Em muitos países, as pessoas que sofrem de distúrbios da visão, e outras deficiências, são estigmatizadas e excluídas da sociedade. A CBM e a Sightsavers trabalham no sentido de mudar as atitudes sociais e promover oportunidades educacionais e de emprego para aqueles que vivem com cegueira e deficiência visual grave. O seu papel permite que muitas pessoas com deficiências severas passem a poder viver de forma produtiva e independente, dando o seu contributo para a sociedade de forma igual e digna.
Esta é já a 11.ª edição do Prémio António Champalimaud de Visão, o maior prémio do mundo na área da visão com um valor de um milhão de Euros, e que reconhece simultaneamente investigação científica pioneira desenvolvida na área da visão (anos pares) e instituições que, no terreno, atuam na prevenção e combate à cegueira e doenças da visão, principalmente nos países em vias de desenvolvimento (anos impares).
Este ano, a cerimónia de entrega do prémio, presidida pelo Presidente da República Portuguesa, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, ficou ainda marcada pelo momento em que homenageou a presidente da Fundação Champalimaud, Dr.ª Leonor Beleza, que a condecorou com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique
Fonte: Fundação Champalimaud


