Este Simpósio, que conta anualmente com cerca de 500 delegados, “aborda como temas principais aqueles relacionados com toda a problemática física, mental e social das hepatites víricas, principalmente a hepatite C, nos consumidores de drogas (people who inject drugs -PWID)”, avança o Prof. Doutor Rui Tato Marinho, membro da Comissão Organizadora do INHSU 2018.
“A escolha do nosso país deve-se a um conjunto de fatores, designadamente o acesso universal a todos os fármacos para o tratamento da hepatite C e a toda a estratégia montada desde há vários anos para lidar com o problema da droga”, reforça o Prof. Doutor Rui Tato Marinho. O hepatologista do Hospital de Santa Maria dá o exemplo português do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), “que inclui redes de referenciação e apoio, de redução de danos (programas de trocas de seringas e de uso de metadona, descriminalização, etc.) e várias organizações no terreno junto dos locais de consumo (Ares do Pinhal, Crescer, GAT, Liga Portuguesa contra a SIDA, CASO, entre outras)”, acrescenta o especialista.
Para além do Prof. Doutor Rui Tato Marinho, a Comissão Organizadora do INHSU 2018 é ainda constituída por Luís Mendão, presidente do Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT), pelo Dr. Ricardo Baptista Leite, coordenador científico de Saúde Pública do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Católica Portuguesa (UCP), e pelo Prof. Doutor Jeffrey Lazarus, professor e investigador da Universidade de Copenhaga.
A edição de 2017 do Simpósio realizou-se recentemente em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA), entre os dias 6 e 8 de setembro.
Acompanhe as novidades sobre o evento em www.inhsu2018.com.


