Três das doenças que mais matam em Portugal são provenientes do aparelho digestivo - cancro do cólon (primeira causa de morte por cancro no país), cancro do estômago e, finalmente cancro do fígado. No total, os cancros do aparelho digestivo representam 10% da mortalidade portuguesa.
Os números preocupam os gastrenterologistas que chamam a atenção para a importância de mudar hábitos alimentares e apostar na prevenção destas doenças. Para além disso, reforçam que a deteção precoce destas patologias é essencial, especialmente no caso do cancro do cólon e reto, em que pode mesmo evitar mesmo o desenvolvimento desta doença.
O Prof. Doutor Luís Tomé, presidente da SPG esclarece que “é importante que a população tenha uma alimentação saudável, combata o sedentarismo e que realize consultas médicas regulares como forma de prevenção dos vários tipos de cancro digestivo”.
Em alguns tipos de cancro digestivo, como é o caso do cancro do cólon e reto, a prevenção através da colonoscopia pode permitir a deteção de lesões benignas (pólipos), que podem degenerar em 90-95% dos cancros e que, se forem diagnosticados nessa fase, ainda benigna e retiradas endoscopicamente, podem significar a cura da doença. De facto, o rastreio por colonoscopia total diminui o risco de morte por cancro do cólon e reto em 30 a 50%.
Em comunicado de imprensa, a SPG destaca o papel “fundamental” do médico gastrenterologista no âmbito do cancro digestivo, “uma vez que pode efetuar um diagnóstico atempado e promover a realização dos exames endoscópicos necessários, ou ainda de outros exames complementares”.


