Osteoartrose está entre as principais causas de incapacidade e reforma antecipada

13/10/17
Osteoartrose está entre as principais causas de incapacidade e reforma antecipada

A propósito do Dia Mundial das Doenças Reumáticas que se assinalou ontem, 12 de outubro, a Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas (LPCDR) deixa um alerta: “As doenças reumáticas estão entre as doenças mais frequentes na nossa população e representam um elevado peso económico e social pois são a principal causa de incapacidade nos países industrializados”. Os especialistas destacam ainda a prevalência da osteoartrose do joelho, que atinge 12,4% da população portuguesa.

De acordo com o comunicado de imprensa da LPCDR, em Portugal, cerca de 50% da população adulta sofre de uma doença reumática. Segundo o EpiReumaPt, o maior estudo nacional desenvolvido para traçar o panorama epidemiológico das doenças reumáticas, dentro destas patologias destaca-se a osteoartrose (OA). Em primeiro lugar, com uma incidência de 12,4%, encontra-se a OA do joelho, seguindo-se com 8,7% a OA da anca e, finalmente, a OA da mão (2,9%).

Neste contexto, e aproveitando a efeméride assinalada ontem, a Liga alerta para o elevado grau de incapacidade associado à osteoartrose, que consigo arrasta o abandono precoce da atividade profissional, seja por desemprego ou por reforma antecipada devido a invalidez. De acordo com a Prof.ª Doutora Helena Canhão, “a osteoartrose é a doença reumática mais comum na população adulta, sendo responsável por uma elevada incapacidade funcional que limita ou impede os doentes a executarem atividades simples do dia-a-dia, tais como agarrar objetos, subir degraus, caminhar ou trabalhar”.

Num subestudo do EpiReumaPt, que teve como objetivo determinar o impacto económico da OA e o seu reflexo em termos de abandono precoce da atividade profissional, verificou-se que, “sobretudo a artrose do joelho, é causadora de uma elevada taxa de incapacidade para o trabalho”. Os resultados revelam que mais de metade das pessoas com idades entre os 50 e os 64 anos não estão a trabalhar. Destes, 30% têm osteoartrose, dos quais 18,6% no joelho.

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