No estudo CLARITY Extension, que incluiu 806 dos 1184 doentes que completaram o ensaio clínico de fase III, foram avaliados vários parâmetros de eficácia clínica, incluindo a taxa anualizada de surtos (TAS) e a progressão confirmada a três meses na Escala Expandida do Estado de Incapacidade (EDSS). A proporção de doentes que permaneceram sem surtos no final dos quatro anos foi semelhante para os doentes que receberam cladribina comprimidos 3,5 mg/kg no estudo CLARITY seguido de placebo no CLARITY Extension (75,6%) e para os doentes que receberam cladribina comprimidos 3,5 mg/kg em ambos os estudos (81,2%). A proporção de doentes sem progressão a 3 meses na escala EDSS também foi semelhante entre os grupos de tratamento (72,4% vs. 77,4%).
Segundo um dos investigadores principais dos estudos CLARITY e catedrático de Neurologia da Barts and The London School of Medicine and Dentistry, Prof. Doutor Gavin Giovannoni, “esta publicação reforça ainda mais a evidência que sustenta a utilização de cladribina comprimidos na EM, demonstrando benefícios significativos e duradouros em doentes que não recebem tratamento ativo após os dois ciclos curtos”. “Os dados desta publicação e de outros artigos recentes sugerem que cladribina comprimidos atua seletivamente sobre o sistema imunitário adaptativo, particularmente nas células B, possibilitando assim a reconstituição do sistema imunológico ao mesmo tempo que previne a atividade da EM na maioria dos doentes tratados”, enalteceu o Prof. Doutor Gavin Giovannoni.
Os resultados da avaliação dos parâmetros de segurança foram comparáveis entre os dois estudos: as taxas de eventos adversos foram semelhantes nos doentes que receberam cladribina comprimidos no estudo CLARITY, seguido de placebo no CLARITY Extension, e nos doentes que receberam cladribina comprimidos em ambos os estudos. No estudo CLARITY, os doentes com esclerose múltipla surto-remissão ativa foram aleatorizados para receberem ou placebo ou 1 de 2 doses cumulativas de cladribina comprimidos (3,5 ou 5,25 mg/kg por peso corporal) durante dois anos. No CLARITY Extension, os doentes receberam placebo ou uma dose cumulativa de cladribina comprimidos 3,5 mg/kg por peso corporal. Nos doentes que receberam cladribina comprimidos 3,5 mg/kg no CLARITY e placebo no CLARITY Extension, a maioria dos casos de linfopenia de Grau>3 encontravam-se recuperados para Grau 0-1 à altura da conclusão do CLARITY Extension.
A maioria dos eventos adversos (EA) foram classificados como leves ou moderados. No grupo de doentes que recebeu placebo no CLARITY Extension após cladribina comprimidos 3,5 mg/kg no CLARITY, 3,1% dos doentes interromperam o estudo devido a EA. O EA mais frequente nos doentes que receberam cladribina comprimidos no estudo CLARITY Extension foi linfopenia. A maioria dos eventos de linfopenia foi classificada como leve ou moderada, e a maioria dos doentes que apresentaram linfopenia de Grau ≥3 tiveram, na realidade, apenas Grau 3. No CLARITY Extension, infeções por Herpes zoster foram mais frequentes em doentes que receberam a dose cumulativa mais alta de Cladribina comprimidos (4,8%), no entanto a incidência de Herpes zoster em todos os outros grupos de tratamento foi semelhante, independentemente da dose cumulativa (1,1-2,0%).
“Estes dados reforçam a evidência da utilização de cladribina comprimidos em doentes com EM com surtos”, refere o diretor global de I&D para a unidade Biofarmacêutica da Merck, Luciano Rossetti. “Na Merck estamos muito entusiasmados com a diferença que cladribina comprimidos pode fazer nas vidas das pessoas que sofrem desta condição debilitante”.
Em agosto de 2017, a Comissão Europeia (CE) atribuiu a Autorização de Introdução no Mercado a cladribina comprimidos para o tratamento de adultos com EM com surtos muito ativa, válida nos 28 países da União Europeia (UE) e também na Noruega, Liechtenstein e Islândia. A Merck planeia submeter pedidos adicionais para aprovação regulamentar em outros países, incluindo nos Estados Unidos da América (EUA).


