O inquérito de perceções desenvolvido pela SPO mostrou que 63% dos inquiridos concorda que existe a ideia, entre a população portuguesa, que os doentes oncológicos não têm acesso aos tratamentos mais avançados, porque são vistos como demasiados caros tendo em conta o impacto na sobrevida do doente. A maioria acredita também que em Portugal existem ainda demasiadas assimetrias regionais no que diz respeito à prevenção e tratamento do cancro.
Ainda assim, o impacto financeiro é apresentado como a menor das preocupações de um doente oncológico. Dos inquiridos, apenas 2% apontam o impacto financeiro como principal preocupação em relação à doença. 60% dos inquiridos concordam ainda que em Portugal existem demasiadas assimetrias regionais no que diz respeito à prevenção e tratamento do cancro e 59% concordam que em Portugal falta implementar um programa de rastreios organizados de âmbito nacional.
No que diz respeito ao tratamento, os doentes são unânimes: 81% afirmam que foram envolvidos nas decisões relativas ao tratamento e 68% consideram este envolvimento muito importante. A clareza da comunicação e o esclarecimento da informação são os fatores que mais valorizam numa consulta, apresentando-se a satisfação com a equipa médica como o fator que mais valorizam durante o tratamento.
Sobre o estudo, a presidente da SPO, Dr.ª Gabriela Sousa, afirma que “é através destes inquéritos que se torna possível ter uma perspetiva da realidade dos doentes oncológicos e disponibilizar dados nacionais que permitam compreender a forma como os doentes vivem a realidade da doença oncológica em Portugal, integrando a perspetiva do doente nas políticas de saúde”.


