A especialista defende que é “de importância crucial” aumentar o número de pessoas com AVC agudo a terem acesso a tratamento específico. Referindo-se às terapêuticas de reperfusão de vaso ocluído, a médica refere que a rapidez “é a chave no sucesso e constitui um enorme desafio na reorganização do sistema de saúde”. “Há ainda um enorme potencial de crescimento para estas estratégias terapêuticas”, conclui.
Medidas às quais, acrescenta, o “aumento dos centros de intervenção e/ou a criação de estratégias de transporte direto dos doentes para esses centros após avaliação de indicação”, obrigam a uma reorganização rápida dos recursos. “É, pois, um grande desafio tornar as novas estratégias terapêuticas na fase aguda do AVC rapidamente acessíveis à maioria da população.”
Em comunicado de imprensa, a SPMI reforça ainda que de acordo com os dados do relatório do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares 2017, publicados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), tem-se assistido a “uma diminuição progressiva da mortalidade por AVC nos últimos anos em Portugal particularmente no AVC isquémico abaixo dos 70 anos (redução de 39%)”, o que se traduziu em “menos 1.261 óbitos entre 2013 e 2014.”
Assim, a Sociedade reitera que a educação das populações para o reconhecimento precoce dos sinais de alarme e da forma de acionar os meios específicos de auxílio é de extrema importância.


