SPMI pede melhor acesso a terapêuticas específicas para reduzir mortes por AVC

27/10/17
SPMI pede melhor acesso a terapêuticas específicas para reduzir mortes por AVC

No âmbito do Dia Mundial do AVC, que se assinala este domingo, 29 de outubro, a Dr.ª Maria Teresa Cardoso, coordenadora do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), chama a atenção para a necessidade de um acesso rápido por parte dos doentes a determinados tratamento e intervenções, que podem fazer a diferença.

A especialista defende que é “de importância crucial” aumentar o número de pessoas com AVC agudo a terem acesso a tratamento específico. Referindo-se às terapêuticas de reperfusão de vaso ocluído, a médica refere que a rapidez “é a chave no sucesso e constitui um enorme desafio na reorganização do sistema de saúde”. “Há ainda um enorme potencial de crescimento para estas estratégias terapêuticas”, conclui.

Medidas às quais, acrescenta, o “aumento dos centros de intervenção e/ou a criação de estratégias de transporte direto dos doentes para esses centros após avaliação de indicação”, obrigam a uma reorganização rápida dos recursos. “É, pois, um grande desafio tornar as novas estratégias terapêuticas na fase aguda do AVC rapidamente acessíveis à maioria da população.”

Em comunicado de imprensa, a SPMI reforça ainda que de acordo com os dados do relatório do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares 2017, publicados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), tem-se assistido a “uma diminuição progressiva da mortalidade por AVC nos últimos anos em Portugal particularmente no AVC isquémico abaixo dos 70 anos (redução de 39%)”, o que se traduziu em “menos 1.261 óbitos entre 2013 e 2014.”

Assim, a Sociedade reitera que a educação das populações para o reconhecimento precoce dos sinais de alarme e da forma de acionar os meios específicos de auxílio é de extrema importância.

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