Um projeto que pretende facilitar o desenvolvimento de aplicações interativas multimodais, multidispositivo, multiplataforma e multilingues, da autoria de Nuno Almeida, e um método que permite uma melhor e mais fiável avaliação de imagens de ressonância magnética cerebral de doentes com esclerose múltipla, da autoria de Rafael Simões. Foram estas as ideias galardoadas com o 1.º prémio nas duas categorias a concurso (mestrado e doutoramento).
Ainda na categoria de Doutoramento, o 2º lugar foi atribuído a Nuno Moniz, que desenvolveu um método de previsão de popularidade de conteúdo online. O terceiro classificado foi José Sousa, que criou um novo método de investigação de acidentes de viação, baseado na utilização de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT), também conhecidos como drones.
Já na categoria de mestrado, João Monteiro arrecadou o título de 2.º lugar, com a app HealthTalks, que funciona como um sistema de gestão de informação médica pessoal e pretende melhorar a comunicação entre médico e doente, fornecendo informações sobre termos médicos. A ideia de João Ferrão, um biossensor colorimétrico não enzimático em papel, que determina níveis de glucose de forma fácil, rápida e barata, mereceu o 3.º lugar.
O concurso premeia a investigação de utilidade prática nas áreas das tecnologias da informação e comunicação (TIC), multimédia ou outras ciências conexas, nomeadamente ideias inovadoras que serviram de base a teses de mestrado ou doutoramento.
A cada ano, o Fraunhofer Portugal Challenge tem vindo a premiar ideias de excelência e a incentivar a inovação no âmbito da investigação no meio académico português. Nesta edição foram submetidas 44 candidaturas, oriundas de 21 instituições de ensino superior diferentes, de todo o país, incluindo Madeira e Açores.
As ideias foram avaliadas de acordo com critérios como o grau de inovação, exequibilidade técnica e potencial de mercado. Os projetos foram avaliados por um júri composto por membros do Fraunhofer Portugal AICOS.


