O estudo pretende desenvolver, validar e qualificar melhores biomarcadores para NAFLD, para atingir o objetivo último de identificar quem corre maior risco de desenvolver esteatohepatite e fibrose. A Prof.ª Doutora Cecília Rodrigues, responsável pela participação do iMed.ULisboa no LITMUS, explica que “atualmente a biópsia hepática em serviços hospitalares especializados é uma componente importante do diagnóstico”. Assim, acrescenta “a falta de testes não invasivos, fáceis e precisos, significa que muitos doentes só são diagnosticados numa fase tardia da doença, condicionando o tratamento e atrasando o desenvolvimento de novos medicamentos”.
“A disponibilidade de melhores testes de diagnóstico ajudará a orientar tratamentos numa fase inicial da doença, assim como a desenvolver estratégias mais eficazes para a NAFLD e a realizar os ensaios clínicos que as agências reguladoras precisam para licenciar medicamentos, posteriormente, prescritos por médicos”, conclui a especialista.
O projeto, financiado pela Iniciativa Europeia de Medicamentos Inovadores (Innovative Medicines Initiative – IMI) com 34 milhões de euros, é coordenado pela Universidade de Newcastle, integrando a colaboração de mais de 40 parceiros internacionais da academia e da indústria farmacêutica.


