Novos dados reforçam o uso de teriflunomida em mulheres com esclerose múltipla em idade fértil

24/11/17
Novos dados reforçam o uso de teriflunomida em mulheres com esclerose múltipla em idade fértil

De acordo com os resultados apresentados pelo Prof. Doutor João Cerqueira, presidente do Grupo de Estudos de Esclerose Múltipla (GEEM), teriflunomida, é seguro e não aumenta o risco de complicações na gravidez em mulheres com esclerose múltipla (EM) em idade fértil. Os dados resultam de um estudo que acompanhou mais de 230 mulheres portadoras da doença.

“Apesar de todas as recomendações para não engravidar enquanto se está a tomar teriflunomida, foi realizado um registo que monitorizou mais de 200 casos de gravidez nesta situação, no qual se verificou que o fármaco é bastante seguro”, começa por explicar o Prof. Doutor João Cerqueira, citado em comunicado de imprensa. Os resultados do estudo mostram que os riscos de malformações, abortos ou outras complicações no feto entre as mulheres que receberam este tratamento oral são os mesmo que os da população saudável.

É possível eliminar o medicamento do sangue num curto espaço de tempo através da administração de colestiramina durante 11 dias. Este procedimento faz com que os níveis da substância atinjam valores inferiores a 0,02 mg/L, não sendo esperado qualquer risco para o feto. Além disso, como trata-se de um fármaco “com bom perfil de segurança, eficaz e fácil de usar, isto representa claramente uma vantagem”, conclui.

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