Relativamente à falta de tempo, os autores do estudo descrevem uma situação particularmente crítica em meio hospitalar, “onde médicos e enfermeiros estão sobrecarregados”, lê-se no comunicado de imprensa enviado às redações. Face a esta falta de recursos, resultante dos sucessivos cortes orçamentais os especialistas defendem que são precisos mais meios financeiros para reduzir a carga de trabalho dos profissionais e inverter a tendência de subnotificação de reações adversas.
De acordo coma informação divulgada existe também um receio repercussões legais entre os profissionais de saúde, uma realidade que foi possível constatar nas entrevistas realizadas no âmbito do trabalho. Entre as soluções os autores do estudo apontam o aconselhamento jurídico e o reforço da confidencialidade.
A análise revela também que muitos médicos e outros profissionais não estão sequer informados sobre a sua obrigação legal de notificar ou não estão sensibilizados para a importância desta tarefa. Assim, o estudo recomenda a obrigatoriedade de aulas sobre a importância da farmacovigilância e a necessidade da notificação de reações adversas para todos os estudantes de Medicina e Farmácia, bem como para todos os profissionais de saúde e gestão hospitalar. No caso concreto dos medicamentos biológicos essa falta de sensibilização é ainda mais “preocupante”.


