O documento que reúne os resultados das infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) referentes a 2016, bem como as medidas previstas para reduzir as infeções hospitalares e melhorar o uso de antibióticos, revela que em cada 100 doentes internados em Portugal, 7,8 adquiriram uma infeção associada aos cuidados de saúde, o que representa uma descida de 2,7 pontos percentuais em relação a 2012. De acordo com o relatório, a prevalência de IACS foi de 7,8% no ano passado (10,5% em 2012).
Outra conclusão em destaque é a redução do consumo de antibióticos, que se tem mantido “abaixo da
média da União Europeia, quer na comunidade, quer nos hospitais”. Ainda assim, o relatório revela que “o consumo global de antibacterianos em Portugal nos cuidados de saúde primários mantém-se num nível elevado (21,6)”.
Neste contexto, os especialistas lembram os desafios que a resistência dos microrganismos aos antimicrobianos (RAM) representa para os sistemas de saúde atuais: “Segundo previsão internacional no que se refere a mortes atribuíveis às RAM quando comparadas com outras causas de morte, estima-se que se estas não forem controladas até 2050, mais 10 milhões de pessoas poderão morrer todos os anos”, lê-se no documento.
Números para 2020:
•Reduzir o consumo de antibióticos na comunidade para um valor abaixo das 19 doses diárias por 1.000 habitantes;
•Manter a prevalência de klebsiella pneumoniae resistente aos carbapenemos, em isolados invasivos, abaixo de 6 %;
•Reduzir para menos de 8 % as infeções hospitalares;
•Reduzir para menos de 10 % as infeções nas Unidades de Cuidados Continuados Integrados.


