Infeções hospitalares diminuem, mas mantêm-se acima da média europeia

15/12/17
Infeções hospitalares diminuem, mas mantêm-se acima da média europeia

 O Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos – Relatório 2017, apresentado hoje, no Porto, revela que as principais infeções associadas aos cuidados de saúde estão a diminuir, atingindo atualmente 7,8 em cada 100 doentes. Apesar da melhoria em comparação com dados oficiais anteriores, o número de infeções hospitalares em Portugal ainda é superior à média europeia.

O documento que reúne os resultados das infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) referentes a 2016, bem como as medidas previstas para reduzir as infeções hospitalares e melhorar o uso de antibióticos, revela que em cada 100 doentes internados em Portugal, 7,8 adquiriram uma infeção associada aos cuidados de saúde, o que representa uma descida de 2,7 pontos percentuais em relação a 2012. De acordo com o relatório, a prevalência de IACS foi de 7,8% no ano passado (10,5% em 2012).

Outra conclusão em destaque é a redução do consumo de antibióticos, que se tem mantido “abaixo da
média da União Europeia, quer na comunidade, quer nos hospitais”. Ainda assim, o relatório revela que “o consumo global de antibacterianos em Portugal nos cuidados de saúde primários mantém-se num nível elevado (21,6)”.

Neste contexto, os especialistas lembram os desafios que a resistência dos microrganismos aos antimicrobianos (RAM) representa para os sistemas de saúde atuais: “Segundo previsão internacional no que se refere a mortes atribuíveis às RAM quando comparadas com outras causas de morte, estima-se que se estas não forem controladas até 2050, mais 10 milhões de pessoas poderão morrer todos os anos”, lê-se no documento.

Números para 2020:

•Reduzir o consumo de antibióticos na comunidade para um valor abaixo das 19 doses diárias por 1.000 habitantes;
•Manter a prevalência de klebsiella pneumoniae resistente aos carbapenemos, em isolados invasivos, abaixo de 6 %;
•Reduzir para menos de 8 % as infeções hospitalares;
•Reduzir para menos de 10 % as infeções nas Unidades de Cuidados Continuados Integrados.

 

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