Urgências: infeções respiratórias são as principais responsáveis pelo pico dos últimos dias

29/12/17
Urgências: infeções respiratórias são as principais responsáveis pelo pico dos últimos dias

As urgências hospitalares tiveram o pico de atendimento deste Inverno esta quarta-feira, 27 de dezembro, enquanto os centros de saúde da região de Lisboa realizaram cinco mil consultas nos quatro dias de festividades do Natal, com as infeções respiratórias a predominar. A informação foi avançada pelo o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) à Lusa.

Em entrevista à agência Lusa, Dr. Luís Pico admitiu que, apesar de todos os agrupamentos de centros de saúde terem unidades abertas nos quatro dias de festejos do Natal, “houve uma pressão muito grande sobre as urgências” dos hospitais, tendo o hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) sido o mais solicitado, registando um total de 963 idas à urgência na quarta-feira.

Ainda assim, o responsável garantiu que “avaliação do Natal foi positiva”, “face à procura e face ao que vemos em outros países”. O presidente da ARS-LVT indicou também que não foram reportados problemas nas escalas dos profissionais de saúde.

Apesar de este ano haver “mais médicos e mais enfermeiros do que no mesmo período do ano passado”, o que contribuiu positivamente para a resposta dos serviços, juntamente com a ausência da epidemia da gripe, o Dr. Luís Pico admitiu que os hospitais tiveram de recorrer à contratação de médicos, não existindo ainda dados concretos sobre esta realidade.

Além das urgências hospitalares, na região de Lisboa e Vale do Tejo há ainda cerca de 65 centros de saúde que estão habitualmente abertos ao sábado e domingo e que nestes quatro dias de festividades atenderam quase 5.500 pessoas. Neste período foi aumentado o número de recursos humanos nos cuidados de saúde primários e o mesmo acontecerá nos dias da passagem de ano.

Fonte: Público

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