Em comunicado de imprensa, a Universidade explica que o trabalho permitiu “esclarecer, através de ressonância magnética funcional, a ligação entre sintomas relacionados com a luz e as caraterísticas funcionais do cérebro humano em doentes operados às cataratas e implantados com lentes multifocais”. O trabalho que mostrou, pela primeira vez, a associação entre as queixas reportadas pelos doentes e a atividade funcional do cérebro em tempo real, chamaramou a atenção da Sociedade Europeia de Catarata e Cirurgia Refrativa e recebeu o prémio Clinical Research Awards, no valor de 400 mil euros, para que a investigação prossiga.
O próximo passo, dizem os especialistas, é “comparar diferentes tipos de lentes multifocais, para descobrir as caraterísticas das lentes que causam menos disfotópsias (encadeamento, brilho ocular, riscos estrelados) e estão associadas a maior qualidade visual”.
Com este financiamento, a equipa de investigadores vai iniciar, já no próximo mês de janeiro, um novo estudo que visa produzir conhecimento para permitir selecionar melhor a lente a implantar em cada doente durante a cirurgia de catarata, bem como desenvolver novas lentes e estratégias terapêuticas que favoreçam a adaptação.
Recorde-se que a cirurgia de catarata é a intervenção mais realizada em Oftalmologia em todo o mundo e as disfotópsias são uma das principais causas da insatisfação após a cirurgia, obrigando à troca de lentes em 5,7 % dos casos.
Fonte: SNS


