Um estudo da FDA, realizado entre 2012 e 2015, também com a colaboração do INESC TEC, analisou 7.700 ordens de recolha de dispositivos e observou que 12% dessas ordens se deviam a problemas de software, muitos dos quais detetados através da interação entre os profissionais e o equipamento. A investigação indica ainda que em 2% dos casos esses dispositivos podiam fazer com que os profissionais de saúde tomassem decisões que colocavam em risco a vida dos pacientes. Face às conclusões do estudo o programa pretende agora transformar a forma como os dispositivos médicos são desenhados, testados, comprados e usados, de forma a reduzir o número de erros médicos.
Uma das principais preocupações do programa consiste em garantir que, quer o desenvolvimento, quer a produção desses equipamentos, sejam acompanhados de informação sobre características, desempenho e funcionamento, para que os profissionais possam usá-los de forma segura.
Segundo a equipa, os erros na capacidade de um sistema interagir e comunicar com outro, podem originar falhas de comunicação, impedindo um dispositivo de reagir adequadamente a um alarme originado por outro, por exemplo. Por outro lado, as diferenças nas unidades de medida de cada dispositivo podem criar discrepâncias no desempenho dos vários dispositivos.
Hospitais, cuidadores, empresas e outras organizações relacionadas com o tema também colaboram neste programa.
Fonte: Notícias UP


