A administração do upadacitinib, inibidor oral seletivo de JAK1, revelou, para todas as doses (30/15/7,5 mg em toma diária única), uma redução significativa nos sintomas seletivos de dermatite atópica nos doentes, incluindo uma diminuição de prurido na semana 1 e uma melhoria na extensão e gravidade das lesões cutâneas na semana 2.
O Prof. Doutor Marek Honczarenko, vice-presidente da área de desenvolvimento em Imunologia da AbbVie, explica que o estudo "demonstrou que upadacitinib reduziu significativamente a comichão e melhorou as lesões cutâneas, sustentando desta forma o seu potencial como opção terapêutica significativa para os doentes".
Em comunicado, a Doutora Emma Guttman-Yassky, principal investigadora do estudo, refere que "os doentes que sofrem de dermatite atópica procuram uma solução que os alivie da forte comichão e melhore as lesões na pele, que podem ter um grande impacto". “Para esta população de doentes, dada a gravidade da sua doença e as terapêuticas direcionadas disponíveis, são necessárias outras opções", indica a também professora de Dermatologia e Imunologia na Faculdade de Medicina do Mount Sinai Medical Center.
Em janeiro de 2018, a Food and Drug Administration dos EUA atribuiu a designação de medicamento inovador a upadacitinib, como tratamento em doentes adultos com dermatite atópica moderada a grave candidatos a terapêutica sistémica.


