Em comunicado, a SPD refere que os efeitos da falta de direção a nível nacional se têm notado, "uma vez que nem todas as Unidades Coordenadoras Funcionais da Diabetes (UCFDs) estão a andar à mesma velocidade, no que toca às estratégias de tratamento/acompanhamento das pessoas com diabetes, bem como nos esforços de diagnóstico e prevenção". A Sociedade dá o exemplo dos casos de rastreios de retinopatia diabética, que "não estão organizados a nível nacional de forma eficaz, o que se reflete na forma como esta doença é tratada e gerida no Serviço Nacional de Saúde".
No entanto, tal como explica a Sociedade, "o despacho n.º 3052/2013 do Gabinete de Secretário de Estado Adjunto do Ministério da Saúde de 18 de fevereiro de 2013 determinou a criação de UCFDs, consultas autónomas de diabetes nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) e de Unidades Integradas da Diabetes (UID), nos hospitais”.
Em comunicado, a SPD relembra parte do Memorando de Vilamoura 2018, documento que reúne as conclusões de quem participou no 3.º Encontro das UCFDs, no qual se estabelece como prioridade a “nomeação de um diretor para o PND, que prossiga a sua implantação e o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos profissionais de Saúde dedicados à diabetes”.
Este documento, que pretende apresentar os anseios e as vontades das UCFDs às entidades competentes, foi enviado à diretora-geral da Saúde, com conhecimento do secretário de estado adjunto do Ministério da Saúde e do ministro da Saúde, a 12 de março. O Memorando de Vilamoura 2018 foi assinado pelos coordenadores regionais do Programa da Diabetes das Administrações Regionais de Saúde (ARSs) do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo, do Alentejo e do Algarve e pelo presidente da SPD, que, até ao momento, não obtiveram resposta.


